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  • Os Orixás


Com certeza, o Culto aos Orixás é uma das religiões mais belas e discriminadas de todas, não só por pessoas de fora do culto, mas principalmente pelos próprios adeptos do culto. Alguns sentem vergonha do Culto, mas isso, infelizmente não é o pior, existem ainda aqueles que vulgarizam o Culto, com atitudes débeis, dando assim mais e mais motivos para que as pessoas continuem falando mau do Culto aos Orixás, e o pior é que essas atitudes mesquinhas vem por parte dos ditos, "Babalorixás", que fazem dessa Religião uma espécie de comércio barato, distorcendo a verdade dos fato para seu proveito. Fica claro que os "Babalorixás", de tanto nome dos quais não só eu já ouvi falar como vocês também já ouviram, não possuem o mínimo de sabedoria que o cargo exige. E com toda certeza eles nem ao menos sabem o que realmente é o verdadeiro AXÉ.
 É incrível como o homem, vulgariza, menospreza e destrói, os verdadeiros fundamentos da vida  por simples jogos de interesses, para se entregar e se perder cada vez mais numa cultura baseada em disputas de uma forma geral. E isso para atingir seus interesses banais, passa por cima de tudo e todos, inclusive a Natureza, que é a verdadeira fonte da vida. Mas é tolice do homem em pensar que pode fazer tudo o que quiser com a Natureza. Ela já mostrou em várias ocasiões, que ela decide o rumo que cada uma de nossas vidas seguirá e não o contrário, a própria história já provou isso e recentemente ela já está dando sinais, como o famoso Tsunami que devastou a Indonésia, furacões que assolam países da América, vulcões, nevascas, tempestades tropicais e elétricas. Agora isso vai do entendimento de cada um, reconhecer ou não a importância dela, nós que cultuamos Orixá sabemos disso e sei que todos que lerem esse texto, concordarão que todos nós, seres humanos, somos filhos da Natureza, eu sou filho da Natureza, eu sou filho do fogo, eu sou filho do aço, eu sou filho dos raioseu sou filho das águas, eu sou filho do vento, eu sou filho das  matas, eu sou filho das folhas, sou filho da chuva, sou filho do tempo, sou filho da luz e por fim sou filho da Terra, sou filho de Onilé (Ilé Mopé ô).
Bem vindos ao culto dos Orixás, Bem vindos ao culto da Natureza, Axé!
  Ilé Mopé ô
(Terra eu te saúdo)


  • Diga Não ao Preconceito


Preconceito religioso é crime, temos o dever de respeitar todas as crenças, iguais ou diferentes das nossas, mas também temos o direito de sermos respeitados da mesma forma.
Não podemos mais permitir essas ofensas, não somos "Macumbeiros", "Somos Umbandistas, Candomblézistas, Espiritualistas e Kardecistas"
Vamos denunciar esses abusos, pois somos amparados pela lei:

“Art. 5º : Todos são iguais perante a lei (...)
VIII: ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política (...)”
Neste sentido temos a Lei 7.716/89, que em seu artigo 1º, alterado pela Lei  009.459/97, dispõe que serão punidos na forma da Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito religioso.
Neste mesmo diploma legal, em seu artigo 20º, puni quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito religioso com pena de reclusão de 01 (um) a 03 (três) anos e multa. 
Caso isso Aconteça devemos Nos dirigir até uma delegacia abrir um Boletim de ocorrência, que lá as autoridades competentes, tomaram as medidas cabiveis. 

  • Exu Não é Diabo

O ser humano pratica suas maldades e se diz tentado pelo Diabo. Procede errado na vida e culpa o Capeta pela responsabilidade do ato. O Demo representado por uma imagem horrível e satânica torna-se réu culpado das más ações não praticadas por ele. Nesse sentido, o Demônio serve de “bode expiatório” para isentar o indivíduo da culpabilidade de seus atos. Essa foi a forma mais fácil encontrada pelo homem a fim de alcançar o perdão de Deus. Para o criador essa fantasia não existe. Deus quando criou o mundo e os seres humanos deu a cada filho dele o livre-arbítrio para optar pelo melhor ou pior caminho, logo, quando uma pessoa age mal, a escolha dessa conduta é somente de quem pratica.
O ser humano pratica suas maldades e se diz tentado pelo Diabo. Procede errado na vida e culpa o Capeta pela responsabilidade do ato. O Demo representado por uma imagem horrível e satânica torna-se réu culpado das más ações não praticadas por ele. Nesse sentido, o Demônio serve de "bode espiatório" para isentar o indivíduo da culpabilidade de seus atos. Essa foi a forma mais fácil encontrada pelo homem a fim de alcançar o perdão de Deus. Todos os seres humanos possuem o livre-arbítrio para optar pelo bem ou pelo mal, logo, quando uma pessoa age mal a escolha dessa conduta é somente dela.
Sem entrar no mérito da questão, o ser humano desenvolve dentro de si mesmo, duas forças, a do bem e a do mal. Haja vista a possibilidade da pessoa ser boa por um lado e má por outro. O culpado da parte má é sempre uma figura folclórica com vários nomes: Diabo, Demônio, Satanás, Capeta, Lúcifer etc. os quais são culpados pelas consequências do ato cometido pelos homens.
Na religião africana e afro-brasileira como o Candomblé, Exu é um Orixá, é um Deus de suma importância e que é louvado antes de todos os outros Deuses, Orixás. Por um outro lado na Umbanda alguns adeptos menos esclarecidos associam erradamente Exu ao Diabo, e não a um Orixá. Na realidade Exu é uma entidade de maior desdobramento entre o mundo dos Deuses e do homens, ele é um Deus e não tem nada haver com o Diabo cristão.
Embora Exu seja assexuado, isto é, não tem sexo, na África, Ele é representado por um montículo de terra em forma de homem acocorado ornado com um falo de tamanho respeitável. Exu é o protetor dinâmico, esperto, inteligente, jovial. Ele é um Deus guardião dos templos religiosos, das casas de moradia e defensor das pessoas. Exu é também mestre em feitiçaria, ele é o agente mágico da Umbanda sabe fazer e desmanchar magia negra. Com os seus poderes espirituais, também, cura doenças, abre os caminhos e melhora a vida de seus aparelhos mediúnicos, quando estes seguem os princípios da Umbanda.
Exu é um ser espiritual de natureza controvertida e indefinida, Ele ajuda mas castiga também mas o Deus pai de outra religião também é assim.
Na Umbanda existe um seguimento de espírito, os Guardiões, Ekurus, que são chamados de Exus, esses espíritos são muito próximos das pessoas e possuem uma importante missão na vida de todos os seres humanos. Eles são infinitos e seus nomes são dos mais variados, Sete Encruzilhadas, Tranca-Ruas, Capa Preta, Caveira, Morcego, Veludo, Calunga, Cigano etc. e eles possuem seus complementares femininos que são chamados de Pombo-Gira cujos nomes também são dos mais variados: Maria das Camélias, Dama da Noite, Maria Mulambo, Maria Padilha, Maria Quitéria, Pombo-Gira Cigana, Sete Saias, etc. Embora se intitulem Exus, na realidade são Eguns esclarecidos em evolução que procuram fazer o bem, são espíritos que já quebraram o ciclo da reencarnação.
Segundo Allan Kardec, partindo do princípio de que o planeta Terra é um mundo de expiações e provas, todas as reencarnações estão sujeitas à expiação, como forma de purgar por suas faltas em vidas anteriores. Não é, pois, o Diabo e nem o Exu, culpados pelos transtornos de uma vida penosa de sofrimentos, dificuldades e obstáculos, que ocorre com os encarnados.
Autor: Joel Santos 

Discriminação Religiosa

Já não é novidade vermos algumas artimanhas de pessoas preconceituosas para tentar sufocar as formas de Culto aos Orixás. O mais recente caso é o do Sr deputado estadual do PV de São Paulo, Feliciano Filho, que revela ser umCristão e vegetariano. O deputado do PV de São Paulo, Feliciano Filho, diz reconhecer que a ideia é polêmica, mas afirma que "a liberdade de culto vem depois do crime de crueldade". Ele estima que os contrários ao projeto são minoria e afirma " não sei de onde virá a pressão, só sei que é uma minoria. Tem de valer o interesse da sociedade. Não pode valer o interesse de classe. Não queremos cercear a liberdade de Culto".
É impressionante o quão hipócrita pode ser uma pessoa ou até mesmo a sociedade, como o Sr deputado alega não querer cercear a liberdade de Culto criando uma lei que restringe a realização do ato litúrgico? O Sr deputado ao afirmar que não sabe de onde virá a pressão, realmente ele está certo já que quase à totalidade dos deputados são Cristão e, é claro, que existe uma parcela intolerante. Os adeptos das formas de Culto aos Orixás não possuem organização política, nem mesmo religiosa.
Não existe sentido em restringir o sacrifício de animais em ritos religiosos sem antes proibir o abate de todo animal em todos os seguimentos da sociedade. O direito a liberdade de culto vem depois do crime de crueldade, mas o capitalismo está sobre todas as leis. Um frigorífico pode matar quantos animais quiser e da forma que quiser, isso não é crime de crueldade? O tratamento dos animais como produto sim é crueldade. Um animal utilizado para pesquisa em laboratório é torturado, pois ele é mantido vivo durante todo o processo de pesquisa que leva longo tempo. Já um animal sacrificado dentro de um culto religioso, como o dos Orixás, possui uma representatividade muito grande, os animais a serem sacrificados não podem ser de granjas nem mesmo estar em mas condições de criação, não deve ser "torturado" antes de ser abatido, como ocorre em granjas.
Dentro do Culto aos Orixás o Sacrifício é algo extremamente Sagrado, o animal não pode sofrer durante o ato, isso é considerado como um "pecado" perante os Orixás. O Culto aos Orixás é um dos que mais respeitam a Vida e a Natureza e o ato do sacrifício do animal a um Deus é a prova disso. Diferentemente do cristianismo que acredita que os animais não possuem alma, são cascas vazias, dentro do Culto aos Orixás é bem diferente, todos os seres vivos possuem alma e possuem ciclos de evolução. O sacrifício de um animal, para nós, é algo extremamente penoso e por esta razão o chamamos de "Sacrifício" é triste para nós termos que tirar a vida de um outro ser vivo para nos alimentarmos. este é o real sentido do sacrifício, a Alimentação, por esta razão nada do animal sacrificado deve ser desperdiçado, nunca. Quando um animal é Sacrificado aos Orixás existe todo um rito que é seguido de modo a pedir aos Deuses a evolução da alma deste animal. Um seguidor de Orixá não deve se alimentar da carne de um animal que não tenha sido sacrificado em nome de um Deus e que não tenha passado pelos ritos necessários para que, este animal, atinja a evolução.

É fácil criticar o que não se conhece, é fácil, um Cristão, articular dentro da política, em um país Cristão contra uma forma de Culto a outros Deuses e à Natureza.


Em contrapartida, o Sr deputado Edson Portilho, do PT do Rio Grande do Sul, criou uma lei em 2003 que assegura aos adeptos de crenças que realizam sacrifícios tenham o direito constitucional, assegurado, a liberdade religiosa. Seria muito bom se as minorias religiosas, como os seguidores do Culto aos Orixás, passassem a se organizar e a confiar e respeitar mais uns aos outros, somente assim poderíamos ter nossos direitos assegurados, pois ao que parece a constituição em si não tem mais valor.
Apenas criando um grupo sócio-político forte, com representantes do nosso seguimento lá nos três poderes teremos o devido respeito. Somente com cidadão conscientes e imparciais como o deputado Sr Edson Portilho no poder teremos a segurança de que a Constituição Federal será respeitada.

Deputado Edson Portilho - Favorável ao sacrifício de animais em rituais religiosos.


"Diante dos direitos e deveres individuais e coletivos garantidos na Constituição Federal no art. 5º, especificamente no Inciso VI, ” é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias “, ou do Código Penal sobre os crimes contra o sentimento religioso em seu art. 208: ” Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, faz-se necessária a apresentação deste projeto de lei que define, em parágrafo único, a garantia constitucional que vem sendo violada por interpretações dúbias e inadequadas da Lei nº 11.915, de 21 de maio de 2003 que institui o Código Estadual de Proteção aos Animais. Face a essa dubiedade de interpretação, os Templos Religiosos de matriz africana vêm sendo interpelados e autuados sob influência e manifestação de setores da sociedade civil que usam indevidamente esta lei para denunciar ao poder público práticas que, no seu ponto de vista, maltratam os animais".



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